18 maio 2012

Asanas

Yoga é uma arte proveniente da Índia, a palavra original do sânscrito seria algo próximo de yuj: união, junção, conexão.
Esta conexão, alcançada através de atitudes meditativas e de posturas estudadas cuidadosamente, une você ao seu interior e ao ser supremo (vou deixar que você mesmo defina o que é seu ser supremo).
Esta é uma união física e espiritual que permite sua mente se aquietar e ficar sob (quase) completo controle de seu ser, então podemos dizer que yoga é aquietar a mente e exercitar outras esferas da sua existência.

Os asanas são as tais posturas. Vou falar um pouco sobre eles: usados em algumas modalidades de yoga (como Hatha ou Ashtanga), existem classicamente 84 deles. Em cada asana experimenta-se o alongamento de partes externas e internas do corpo, músculos que muitas vezes nem lembramos que temos e outros organismos internos que são imperceptíveis ao nosso sistema nervoso central (aquele que controlamos motora ou sensitivamente).

O primeiro asana que costuma-se abordar tem um nome um tanto assustador: a postura do cadáver! Shavasana, onde shava é relativo à cadáver. Este é um asana de relaxamento, como um cadáver que deitado ao chão deixa toda a matéria - o que é pesado, negativo - se esvair, e parte para apenas ser, a proposta desta postura é a purificação.

Tendo em mente a introspecção, o relaxamento, o praticante se deita de barriga para cima; separando seus pés um pouco além da linha dos quadris e deixando que seus pés caírem para o lado. Com os braços ao lado do corpo, o praticante mantém as palmas das mãos viradas para cima e o queixo apontando para o peito, garantindo assim que a cervical encoste o chão. Yoga é arte na ação, no como se faz, e não quanto se faz. O praticante se concentra em sua respiração, mantendo-na tranquila e introspectiva.

Namastê!

11 maio 2012

Definições

Pressa,
irredutível vontade de realizar.
Paciência,
tranquilidade de saber fazer.
Medo,
irrepensável desejo de entender.
Certeza,
paz por ter visto acontecer.
Sonho,
imutável vontade de mudar.
Vida,
serenidade em saber aceitar.
Aproveitar,
viver...

Carpe Diem!

S.T.G.

04 maio 2012

Manoel de Barros - o poeta da natureza


Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta. 
Que hei de fazer se de repente a manhã voltar?
Que hei de fazer?
— Dormir, talvez chorar”. 
Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, no Rio de Janeiro, cidade onde residiu até terminar seu curso de Direito, em 1949. Como já foi dito, mais tarde tornou-se fazendeiro e assumiu de vez o Pantanal.
Seu primeiro livro  foi publicado no Rio de Janeiro, há mais de sessenta anos, e se chamou "Poemas concebidos sem pecado". Foi feito artesanalmente por 20 amigos, numa tiragem de 20 exemplares e mais um, que ficou com ele. 
Fonte: Releituras

27 abril 2012

Destinos

De tantos delírios na mente,
qual deles será o mais são?

Procuro no obscuro um sonho,
de todos - qual não será em vão?

Se corro para eles, não os encontro.
Se corro por eles... eu vivo!
S.T.G.

20 abril 2012

Natureza

Um dia fui almoçar com minha irmã mais jovem, que é vegana, em um restaurante nos Jardins que muito me agrada, o Vegethus e lá começamos uma de nossas épicas conversas sobre as coisas da vida. O tema da vez era a famigerada NATUREZA.
E então a minha irmã pergunta com sua sabedoria retórica: "O que é natureza?"
Bom, já sabia que ali passaríamos algum tempo e procurei dar a melhor resposta possível: "Natureza é a fauna; a flora e a sua interação com todos os biomas".
A inteligência da minha irmã me surpreende muitas vezes, ela é uma guerreira tranquila e serena, um pouco tímida e de feição perspicaz... sabia que aquele olhar dela dizia que eu tinha errado a resposta.

Qual a sua definição de natureza?

A definição de FAUNA segundo Aurélio é s.f. Conjunto dos animais de uma região: fauna brasileira. 
Ora, se fauna são animais, os humanos não estão inclusos, estão?



Este foi meu erro, os humanos estão inclusos!

Somos parte integrante da natureza, mas muitas vezes em nossas atitudes cotidianas não deixamos isto transparecer. Decidimos jogar fora aquela garrafinha d'água que já está velha, então simplesmente a colocamos no cesto de lixo e pensamos "que a natureza cuide do resto", imaginamos aquele barulhento e fedorento caminhão de lixo vindo buscar nosso enorme pacote de dejetos, o esmagando e então levando para algum lixão onde - de novo - a natureza vai dar conta do recado e degradar tudo!
Ou não... Algumas pessoas são mais conscientes (graças à D'us este número vem aumentando consideravelmente) e despejam seu lixo reciclável em locais específicos onde indústrias, ONG's e outros órgãos do sistema verde vão dar um destino mais coerente àquela garrafa indesejada por nós.

Voltamos à definição de natureza, o aurélio nos diz:

s.f. Conjunto de coisas que existem realmente. / Mundo físico. / Condição própria, essência dos seres. / Organização de cada animal: a natureza do peixe é viver na água. / Conjunto de caracteres particulares, de disposições que distinguem um indivíduo. / Espécie, tipo: objetos de natureza diferente. // Teologia cat. Estado de natureza, estado natural do homem (por opos. a estado de graça).

Um pouco mais abrangente que a definição de fauna, não é mesmo? O homem já está presente.

Faço um convite a você, se a natureza é um mundo verde enorme que relaciona biomas, flora e fauna (e você está incluído aqui, meu caro animal racional), por que raios nós não tratamos a natureza - logo, a nós mesmos - de uma forma mais decente?
Desafio você a descobrir algo em seu dia-a-dia que poderia tornar nosso verde, mais verde.

Beijos de luz.

Um convite à proteção da fauna: Campanha do IBAMA.

13 abril 2012

O Tempo

De um deserto,
tens um punhado de areia.
Em mãos de concha o tens,
o conheces bem.
Se ao acaso,
em um certo dia,
o quiseres agarrar,
não poderás.
A areia umidecerá,
não poderia sentir,
ver sua beleza ao vento.
Como o tempo,
solte-a.
aprecie-a,
deslizando,
fluindo.
E da areia,
memória.
S.T.G.

06 abril 2012

Yoga

Ainda quando morava na piscina dentro do ventre da minha mãe, tive contado com esta arte milenar: durante uma de suas aulas de yoga, mesmo antes de saber da minha existência, a escola de minha mãe (Narayana) recebeu a visita de um mestre yogi recém-chegado da Índia que disse a ela que ali havia um yogi (praticante de yoga). Naquele momento minha mãe pouco acreditou que havia alguém mais por ali além dela mesma ou ainda que aquele pequeno ser pudesse ser qualquer coisa.

Aquele pequeno ser realmente existia, nasceu, cresceu e tinha um hábito muito peculiar de fazer alguns "alongamentos" quando se encontrava sozinho e queria ficar ainda mais perto de si.
Mais tarde, a avó dessa alminha - que conhecia alguns asanas (posturas de yoga) praticados pela própria filha, surpreendeu-a em meio a estes estranhos alongamentos e disse "desde quando você sabe fazer yoga?".

Bom, a verdade é que eu não sei. Isto é simplesmente algo que existe dentro de mim, devo ter assistido há algumas das aulas de minha mãe e, como toda boa criança observadora, aprendi um pouco daquilo.
Aprendi um pouco e incorporei à minha vida, meu ritual especial para os momentos em que a cabeça foge do seu eixo e me pede um pouco de calma.

Enfim, apenas estes momentos de prática espontânea e solitária já não me eram mais suficientes, resolvi começar as aulas com a Gisele Aguiar entre um ou outro dia livre... Foi ótimo! Essa goiana bem tranquila reascendeu um desejo que já tinha de iniciar um tal curso de instrutor de yoga e lá fui eu!
Voltei às origens e me matriculei na mesma escola Narayana que visitei há algumas décadas atrás ainda quando um bebê e espero que esta experiência me ajude a mostrar à você um pouco desta mágica arte!

Beijos de luz.