04 maio 2012

Manoel de Barros - o poeta da natureza


Manoel Wenceslau Leite de Barros nasceu em Cuiabá (MT) no Beco da Marinha, beira do Rio Cuiabá, em 19 de dezembro de 1916, filho de João Venceslau Barros, capataz com influência naquela região. Mudou-se para Corumbá (MS), onde se fixou de tal forma que chegou a ser considerado corumbaense. Atualmente mora em Campo Grande (MS). É advogado, fazendeiro e poeta. 
Que hei de fazer se de repente a manhã voltar?
Que hei de fazer?
— Dormir, talvez chorar”. 
Escreveu seu primeiro poema aos 19 anos, mas sua revelação poética ocorreu aos 13 anos de idade quando ainda estudava no Colégio São José dos Irmãos Maristas, no Rio de Janeiro, cidade onde residiu até terminar seu curso de Direito, em 1949. Como já foi dito, mais tarde tornou-se fazendeiro e assumiu de vez o Pantanal.
Seu primeiro livro  foi publicado no Rio de Janeiro, há mais de sessenta anos, e se chamou "Poemas concebidos sem pecado". Foi feito artesanalmente por 20 amigos, numa tiragem de 20 exemplares e mais um, que ficou com ele. 
Fonte: Releituras

27 abril 2012

Destinos

De tantos delírios na mente,
qual deles será o mais são?

Procuro no obscuro um sonho,
de todos - qual não será em vão?

Se corro para eles, não os encontro.
Se corro por eles... eu vivo!
S.T.G.

20 abril 2012

Natureza

Um dia fui almoçar com minha irmã mais jovem, que é vegana, em um restaurante nos Jardins que muito me agrada, o Vegethus e lá começamos uma de nossas épicas conversas sobre as coisas da vida. O tema da vez era a famigerada NATUREZA.
E então a minha irmã pergunta com sua sabedoria retórica: "O que é natureza?"
Bom, já sabia que ali passaríamos algum tempo e procurei dar a melhor resposta possível: "Natureza é a fauna; a flora e a sua interação com todos os biomas".
A inteligência da minha irmã me surpreende muitas vezes, ela é uma guerreira tranquila e serena, um pouco tímida e de feição perspicaz... sabia que aquele olhar dela dizia que eu tinha errado a resposta.

Qual a sua definição de natureza?

A definição de FAUNA segundo Aurélio é s.f. Conjunto dos animais de uma região: fauna brasileira. 
Ora, se fauna são animais, os humanos não estão inclusos, estão?



Este foi meu erro, os humanos estão inclusos!

Somos parte integrante da natureza, mas muitas vezes em nossas atitudes cotidianas não deixamos isto transparecer. Decidimos jogar fora aquela garrafinha d'água que já está velha, então simplesmente a colocamos no cesto de lixo e pensamos "que a natureza cuide do resto", imaginamos aquele barulhento e fedorento caminhão de lixo vindo buscar nosso enorme pacote de dejetos, o esmagando e então levando para algum lixão onde - de novo - a natureza vai dar conta do recado e degradar tudo!
Ou não... Algumas pessoas são mais conscientes (graças à D'us este número vem aumentando consideravelmente) e despejam seu lixo reciclável em locais específicos onde indústrias, ONG's e outros órgãos do sistema verde vão dar um destino mais coerente àquela garrafa indesejada por nós.

Voltamos à definição de natureza, o aurélio nos diz:

s.f. Conjunto de coisas que existem realmente. / Mundo físico. / Condição própria, essência dos seres. / Organização de cada animal: a natureza do peixe é viver na água. / Conjunto de caracteres particulares, de disposições que distinguem um indivíduo. / Espécie, tipo: objetos de natureza diferente. // Teologia cat. Estado de natureza, estado natural do homem (por opos. a estado de graça).

Um pouco mais abrangente que a definição de fauna, não é mesmo? O homem já está presente.

Faço um convite a você, se a natureza é um mundo verde enorme que relaciona biomas, flora e fauna (e você está incluído aqui, meu caro animal racional), por que raios nós não tratamos a natureza - logo, a nós mesmos - de uma forma mais decente?
Desafio você a descobrir algo em seu dia-a-dia que poderia tornar nosso verde, mais verde.

Beijos de luz.

Um convite à proteção da fauna: Campanha do IBAMA.

13 abril 2012

O Tempo

De um deserto,
tens um punhado de areia.
Em mãos de concha o tens,
o conheces bem.
Se ao acaso,
em um certo dia,
o quiseres agarrar,
não poderás.
A areia umidecerá,
não poderia sentir,
ver sua beleza ao vento.
Como o tempo,
solte-a.
aprecie-a,
deslizando,
fluindo.
E da areia,
memória.
S.T.G.

06 abril 2012

Yoga

Ainda quando morava na piscina dentro do ventre da minha mãe, tive contado com esta arte milenar: durante uma de suas aulas de yoga, mesmo antes de saber da minha existência, a escola de minha mãe (Narayana) recebeu a visita de um mestre yogi recém-chegado da Índia que disse a ela que ali havia um yogi (praticante de yoga). Naquele momento minha mãe pouco acreditou que havia alguém mais por ali além dela mesma ou ainda que aquele pequeno ser pudesse ser qualquer coisa.

Aquele pequeno ser realmente existia, nasceu, cresceu e tinha um hábito muito peculiar de fazer alguns "alongamentos" quando se encontrava sozinho e queria ficar ainda mais perto de si.
Mais tarde, a avó dessa alminha - que conhecia alguns asanas (posturas de yoga) praticados pela própria filha, surpreendeu-a em meio a estes estranhos alongamentos e disse "desde quando você sabe fazer yoga?".

Bom, a verdade é que eu não sei. Isto é simplesmente algo que existe dentro de mim, devo ter assistido há algumas das aulas de minha mãe e, como toda boa criança observadora, aprendi um pouco daquilo.
Aprendi um pouco e incorporei à minha vida, meu ritual especial para os momentos em que a cabeça foge do seu eixo e me pede um pouco de calma.

Enfim, apenas estes momentos de prática espontânea e solitária já não me eram mais suficientes, resolvi começar as aulas com a Gisele Aguiar entre um ou outro dia livre... Foi ótimo! Essa goiana bem tranquila reascendeu um desejo que já tinha de iniciar um tal curso de instrutor de yoga e lá fui eu!
Voltei às origens e me matriculei na mesma escola Narayana que visitei há algumas décadas atrás ainda quando um bebê e espero que esta experiência me ajude a mostrar à você um pouco desta mágica arte!

Beijos de luz.

29 março 2012

Invisível

Me diz...
Do que vale o som que vem do meu do peito,senão para me deixar iluminar com o brilho que vem de fora?

Me diz...
Mesmo que seja uma pequena luminescência passageira, ou ainda uma grande e encantadora que, ao partir, me deixe em lágrimas?

Me diz...
Não é isto que torna o hoje diferente? As memórias coloridas? Que torna viva a mente?
A dor passa, sempre existe consolo, mas nem sempre haverá vida.
S.T.G.
Inspirado em Antoine de Saint-Exupèry: "O essencial é invisível aos olhos".

22 março 2012

O Jasmim-Manga

Jasmim-Manga (Plumeria rubra; alba;...), também conhecida por Frangipane, ou ainda Árvore-pagode é uma árvore originária da América tropical (México, Colômbia e Venezuela) que muito me encanta por duas de suas características especiais: tem um perfume doce parecido com o de Jasmim, mas um tanto quanto mais suave; e floresce algumas vezes por ano, entre o inverno e a primavera.

No inverno, quando aquele frio de congelar o espírito aparece, meu humor vai por frio abaixo. Nasci no verão, casei na primavera...o outono e o inverno são duas das estações do ano que menos me despertam simpatia. Ora, qual a graça de ficar debaixo de camadas e mais camadas de roupas quase sem poder se mexer? Minha rinite ataca; minha criatividade vai embora: quase todas as minhas roupas de inverno são da cor marrom, acho que isso por si já explica muito do meu sentimento pelo frio.

Contudo, o inverno tem duas coisas das quais eu gosto muito! O céu azul claro, quase sem núvens, que deixa meus olhos repousarem no horizonte com tranquilidade e também o perfume inesperado do Jasmim-Manga que penetra minhas narinas e me convida a olhar para suas flores docemente coloridas de amarelo e branco ou, em algumas outras espécimes, laranja e cor-de-rosa.


O Jasmim-Manga é a minha paixão na primavera, que perfuma o ar em meio a tantas outras belas flores.
O Jasmim-Manga é o meu deleite no inverno. Suas folhas verde-escuras são firmes e de uma cor muito alegre, tem cerca de 30 cm. Seu caule é rígido e vaza látex quando ferido, de cor cinzenta ou bronzeada, são lisos e em formato escultural. A árvore pode atingir de 4 a 8 m!
Em várias Ilhas do Pacífico esta bela árvore que floresce em forma de buquê, cede suas flores para colares, coroas e outros adornos usados em comemorações.


Enfim, esta árvore graciosa tem inúmeras razões para dar nome a este blog e estas são algumas delas. Espero que você tenha a oportunidade de se deliciar com seus perfume e beleza.

Beijos de luz.

Veja mais imagens no Jardim Botânico de Honolulu: http://www.botany.hawaii.edu/faculty/bridges/sonytest/plumeria/plumeria.htm